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quinta-feira, 6 de julho de 2017

Expedição Fim do Mundo - El Calafate - Ushuaia - Inverno de 2017

O projeto foi concluído com sucesso! Deixo abaixo uma playlist com dois vídeos, onde o primeiro mostra como foi a aventura e o segundo é um relato falado. Abraços e bons pedais



Como surgiu a ideia da viagem

Olá pessoal, faz um tempo que não atualizo o blog e prometo que vou relatar a viagem entre a Espanha e Portugal ainda em 2017, mas agora chegou o momento de embarcar em outra aventura: VAMOS PARA A PATAGÔNIA, YES!
Assim como nos anos anteriores, o Marco Brandão será meu companheiro de viagem e como ele já escreveu um resumo do que vamos enfrentar no extremo sul do nosso continente, deixo aqui as suas palavras:

Agora finalmente, podemos responder a pergunta habitual que todos nossos amigos do dia a dia fazem:
E então seus malucos, para onde é a próxima ? kkkkkk

O roteiro da nova empreitada surgiu por conta de um roteiro que deu muito errado devido ao preço muito alto das passagens para onde gostaríamos de ir ... Foi então que encontramos uma promoção ótima de passagens para El Calafate, e particularmente um sonho muito antigo meu desde que iniciei no Cicloturismo, USHUAIA !

Era minha melhor oportunidade para me vingar do Aramis Junior, que nas três últimas viagens, me convenceu a ir para lugares extremamente quentes, onde passou grande parte tirando sarro de como sofro com o calor de 40 graus.

Depois de acertado o novo plano e resolvido como seria o “ sofrimento “ em meio ao inverno argentino, decidimos, planejamos e estudamos o roteiro a seguir:

A partida se dará na cidade de El Calafate, que é uma pequena cidade localizada na província de Santa Cruz, na Argentina, próximo à fronteira com o Chile. É a cidade mais próxima do Parque Nacional Los Glaciares, a cerca de 80 quilômetros, onde localiza-se a maior geleira em extensão horizontal do mundo: o Glaciar Perito Moreno, que encontra-se constantemente em evolução com diminuição de sua área devido ao aquecimento global.

Na estrada, o percurso deve seguir por Tapi Aike e cruzar a fronteira com o Chile, sentido Torres del Paine. Nesse meio tempo, já sabemos que enfrentaremos o frio extremo e negativo que castiga a região nessa época do ano, assim como estradas congeladas, caminhos por ripío e fortíssimos ventos que podem chegar até a 100 km/h, tornando a pedalada inviável, todavia faz parte do desafio.

Também sabemos que teremos dias “ muito curtos “, onde a claridade da manhã somente se dá por volta das 10:00 horas e o anoitecer por volta das 17:00 horas, o que normalmente implica em mais frio. Vamos torcer para que não chova muito, já ajuda.

Todavia, também sabemos que, no caminho para Cerro Castilho teremos subidas a serem enfrentadas, e que a caminho de Vila Tehuelche e Punta Arenas, seremos brindados em meio a lugares inóspitos, por belíssimas paisagens com montanhas e pampas congelados, e exuberantes lagos e encostas.

O caminho deve seguir pelo Estreito de Magalhães ( quem fez mapa na escola ? ), San Sebastian, Rio Grande, Tolhuim, em meio a um sobe e desce, florestas, Lago Fagnano com destino sempre à Ushuaia, a cidade mais extrema do continente sul-americano, também conhecida como: Fim do Mundo, uma cidade argentina, que por sua vez é a capital da Província da Terra do Fogo. Seu nome provém do idioma indígena yagan: ushu + aia (fundo + baía = baía profunda)

Porque viajar de bicicleta ? Eu me arrisco a dizer que quem viaja de bicicleta também sofre grandes mudanças, afinal tudo está ligado a fé, determinação, persistência, penitência, abdicação e humildade.

Muita gente tem curiosidade sobre os CUSTOS de uma viagem como essa. Nesse caso, por se tratar de um país membro do Tratado do Mercosul, nosso passaporte será o documento de identidade confeccionado com menos de 10 anos ( não pode ser RG com foto de quando você tinha 11 anos de idade ... hehe ), a despesa maior fica por conta da passagem, que nesse caso troquei por milhas do cartão de crédito ;) e ainda encontrei na promoção... estando no lugar escolhido para pedalar, dispomos de barracas para dormir em Campings ou nesse caso teremos que acampar selvagem mesmo, mas na argentina pode. Compramos comida nos mercados e preparamos ( é barato ), e quando não, qualquer refeição de $10 pesos enche o bucho. Água levamos conosco na bike porque não haverá muita pelo caminho, além da hospitalidade que por muitas vezes trocamos e conseguimos com carisma, amizade e boa conversa.

Outra curiosidade a ser esclarecida: as bikes não são ultra bikes, são mountain bikes que podem custar em torno de 850,00. Já vi cicloturistas por aí viajando de Barra forte ... ;)

Sobre o idioma, é espanhol e para nosotros, é o portunhol ( hehe ) ... quando você não entender ( porque argentinos falam muito depressa ), diga: Despacito por favor ( não é a música ! ... kkkkkk ) ... o “ LL “ também vai variar, você pode perguntar uma informação e esteja preparado para ouvir todo tipo de pronuncia: ajá, achá, axá, alha, alá ... Alááá ! .... se não compreender, diga: Dale ! Gracias e tente perguntar para outra pessoa ... rs

Sobre vocês amigos e familiares que leram até aqui:

Contamos muito com a boa energia, apoio, respaldo e torcida de todos ! E desde já em AGRADECEMOS IMENSAMENTE, todo o carinho e apreço recebido ao longo desses anos de amizade, seja no dia a dia ou na internet. MUITO OBRIGADO MESMO !!!

Nos organizamos e nos esforçamos muito para mais uma vez fazer algo que gostamos demais, viajar de bicicleta por alguns dias. Interagir com o meio, somar e dividir !

Onde está seu coração, aí está o seu tesouro.

Desde já torcendo para que Deus permita que tudo corra bem.

Amém !




segunda-feira, 9 de janeiro de 2017

Guaraqueçaba/PR - Paranaguá/PR - 142 km - Jan 2017

   Opa, mais uma viagem/pedalada pra ficar na história. E que pedalada! Foram 142 km entre Guaraqueçaba e Paranaguá, sendo os primeiros oitenta numa estrada de terra com muitas pedras e subidas.
   O passeio foi organizado pelo grupo MTB na Veia, de Paranaguá. Adriano, Naza e companhia pesquisaram o barco (que seria o transporte de ida até Guaraqueçaba), passaram os valores e fizeram o convite a todos que quisessem fazer parte dessa aventura. Durante aproximadamente um mês o grupo de interessados(as) foi aumentando gradativamente até chegar no ápice de 21 ciclistas que compareceram ao pedal, show! Fazia tempo que eu não pedalava com um grupo tão grande assim....hehehe

   Pois bem, no dia 8 de janeiro de 2017 madrugamos e fomos até a rua da praia, em Paranaguá, para pegar o barco que nos levaria até o ponto de partida da pedalada, Guaraqueçaba.
   Ali, antes de embarcarmos, tiramos a primeira foto oficial. Nela estão Adriano, Fabiano, Fabiano Carvalho, Gian, Jéssica, Joelma e Sandro, Josinei, Malaquias, Marcio, Marcio Heleno, Marquinho, Naza e seus dois filhos (Jonatas e Davi), Priscila, Vinicius, Wesley, Willian e eu.

   Depois o barco seguiu pela baía de Paranaguá e durante 3 horas desfrutamos de um lindo nascer do sol e da rica beleza da região, chegando em Guaraqueçaba perto das nove e meia da manhã, onde estavam Ricardo, Fernando, Edson e Reginaldo, nossos apoios durante o trajeto.













   Tiramos a segunda foto oficial do passeio, fotos numa panificadora pra um café rápido e começamos a pedalada perto das 9h e 45min, com o sol já castigando....hehehe






   Foi bonito de ver aquele grupo de 20 ciclistas tomando conta da estrada e entre fotos, vídeos, pedras, subidas e descidas, fomos vencendo os primeiros quilômetros. Primeiro passamos pela entrada da reserva Salto Morato (não visitamos por causa do pouco tempo que tínhamos) e logo depois enfrentamos a subida do mirante, onde fizemos questão de parar e registrar a belíssima vista do nosso ponto de partida, distante 23 km. Nesse momento aproveitamos para esfriar a temperatura corporal também, pois com o sol e a subida, estávamos fervendo...hehehe





















   Dando continuidade ao passeio subimos mais um pouco e logo a Joelma e o Sandro nos mostraram uma bica à beira do caminho. Uma água que descia geladíssima por um bambú. Boatos que quem toma água de bambu vira um Jiraya da bike...hehehe

   Depois foram mais 15 km até a localidade de Tagaçaba, onde um almoço composto por peixe, batata frita, feijão, arroz, macarrão, alface, tomate e repolho estava nos esperando. Que beleza!
   Enquanto esperávamos o almoço tomamos um refrescante banho no rio homônimo a localidade. Muito bom.















   Depois o Willian Torres, que havia perdido o horário do barco, apareceu pra aumentar o grupo. O detalhe é que por ter perdido o barco, ele decidiu ir pedalando para nos encontrar e naquele momento já tinha feito 103,5 km, ou seja, teria que voltar essa mesma distância completando 207 km com 80 de terra. O cara é MTB na Veia!
   Antes de sairmos para esses últimos 103,5 km o Willian ajudou o Adriano a arrumar a corrente que havia rompido perto de Tagaçaba, o Willian Torres trocou uma câmara furada e nós descansamos...hehehe


  A outra metade do trajeto em estrada de terra começou com um forte calor, mas depois de percorrermos aproximadamente 10 km no período vespertino, nossas preces foram atendidas, isto é, começou a chover. A chuva ajudou bastante, porém nos deu alguns sustos: Primeiro foram trovões e raios que teimavam em aparecer numa distância um tanto quanto próximos de nós, depois um galho que não resistiu ao temporal quase caiu na cabeça do Marcio e por último os "rios" que se formaram na estrada, deixando as descidas finais mais tensas.
   Ah, aqui vale lembrar que essa parte do trajeto nos castigou com inúmeras subidas (pequenas, porém íngremes). Haja perna! Parecia que nunca mais ia parar de subir....hehehe.
   No fim ainda tivemos um pequeno problema com os câmbios dianteiro e traseiro do Gian e do Adriano, respectivamente. Ambos prontamente arrumados pelo Willian.
   Ao finalizarmos a parte mais difícil do trajeto, a de terra, a chuva deu uma trégua e pudemos tirar algumas fotos do trevo que marca o início do asfalto. Eba!









   Faltavam 60 km para completar o passeio e agora seria bem mais fácil, pois além do trecho ser conhecido pela maioria, não haveria mais terra, só asfalto.
   Em pouco tempo chegamos em Morretes, onde nos despedimos da Jéssica e tiramos nossa última foto oficial. Depois o grupo se separou, mas todos chegaram sãos e salvos em Paranaguá.







   Agradeço a todos pelo belíssimo pedal (organizadores, galera do apoio e ciclistas), temos que marcar outros.

ABAIXO SEGUE O VÍDEO DO PASSEIO