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sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Guaraqueçaba

Curitiba - Guaraqueçaba era outro trajeto que sempre quis fazer. Em 2008 eu e outro companheiro de pedal - Antonio Taura - marcamos de fazer esse caminho, mas infelizmente acabamos nem partindo. Então, agora que estou morando em Paranaguá, resolvemos desenterrar a ideia combinando a pedalada para o feriado da independência, ou seja, nos dias 6 e 7 de Setembro de 2010.

1º dia - 06/09/2010 - Paranaguá - Salto Morato

Pretendíamos acordar bem cedo, mas por um descuido meu só despertamos as 6:30. Tomamos um café e dá-lhe estrada. Alguns quilômetros pela BR-277 e logo estávamos na PR-408 que nos levaria até Morretes. Na famosa cidade de Morretes apenas tiramos umas da igreja e seguimos nosso destino, pois o dia seria longo. Mais alguns minutos e chegamos numa bifurcação: Antonina (reto), Cacatu (esquerda). Ali resolvemos comer algumas bolachas e só então continuamos até outra bifurcação na qual viramos para a direita.
Neste momento havíamos pedalado aproximadamente a metade do caminho, uns 66 kms. Entretanto o restante seria muito mais puxado, pois não haveria asfalto e a estrada seria muito ruim. Sobe e desce com muitas pedras. É claro que a carretera austral, na Patagônia, é infinitamente pior.
Neste trecho encontramos outros cicloturistas: Marcos, Elis e Antonio. Conversamos um pouco e como nosso ritmo era maior, combinamos de nos encontrar em Tagaçaba na hora do almoço. Almoço que foi muito bem saboreado lá pelas 14:30. Esperamos um pouco e logo chegaram nossos colegas. Ali proseamos, trocamos informações e decidimos seguir todos juntos para Salto Morato.
Na volta ao pedal, a chuva que havia começado antes da pausa para a devida refeição, apertou. Eu, que não estava com o pára-lamas traseiro, fiquei todo cheio de barro. Desde o calcanhar até a nuca. Mas como diz o ditado: Pedalar é uma arte, se sujar faz parte.
A claridade foi acabando, a noite chegando e nada da tal Reserva Natural Salto Morato. O pessoal ligou as luzes (eu estava sem) e pedalamos algum tempo com escuridão total. Tamanha foi a felicidade de encontrar a placa que indicava o Salto. Viramos à esquerda e naquele momento eu pensei estar novamente na carretera austral, pois foram quatro mil metros de cascalhos, pedras, buracos e tudo mais. 
Ao chegar no destino apertamos o interfone e fomos instruídos a falar com uma moça cujo nome eu esqueci, mas lembro muito bem que ela era apaixonável. A bela moça nos levou para a área de camping, onde armamos nossas barracas na parte coberta por causa da chuva, que teimava em cair. Cada um tomou o seu respectivo banho, comemos algo e fomos dormir.

2º dia - 07/09/2010 - Salto Morato - Guaraqueçaba

Como o trajeto até Guaraqueçaba seria curto, acordamos um pouco mais tarde e demoramos bastante para desmontar o acampamento. Neste tempo vimos alguns cachorros do mato passeando bem perto. Após, fomos conhecer a famosa cachoeira Salto Morato e só então saímos estrada afora. Fizemos novamente os quatro quilômetros de pedregulhos e seguimos até Guaraqueçaba.
A chuva não exista mais, contudo o sobe e desce com pedras insistia em continuar. Assim o trajeto seguiu e perto das 14:00 terminamos mais um pedal. 
Tiramos muitas fotos da cidade de Guaraqueçaba, almoçamos sanduíches e pegamos um barco para Paranaguá. Foram duas horas e meia de barco. Um passeio legal, mas o tempo não ajudou. A chuva (garoa) voltou e um pouco de névoa dificultava a visão, ao longe, da Ilha das Peças e da Ilha do Mel.
Chegando em Paranaguá, tiramos fotos do quinteto e depois nos despedimos (Taura e eu) do pessoal.

Fotos abaixo


 Morretes
 Antonio Taura
 Sinceramente não sei se é o pico Marumbi
 Seguindo
 Chuva e Barro
 No camping
 A bike cheia de lama
 Cachorro do mato
 Cachoeira Salto Morato
 Reserna Natural Salto Morato
 Guaraqueçaba
 Guaraqueçaba
  Guaraqueçaba
Paranaguá
Eu, Taura, Antonio, Marcos e Elis

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